A BANDA QUE NÃO TINHA CHEGADO LÁ

A gravadora não estava interessada, o vocalista estava cheios de dúvidas sobre si mesmo. Então, acima de tudo isso, três anos que se passaram entre seu inesperado e bem-sucedido álbum de estréia até o muito aguardado segundo album, que fez muitos fãs pensarem se eles iriam voltar um dia. Sim, essa é a vida fácil que fez os THE ALL-AMERICAN REJECTS famosos.

História: Trevor Kelley /// Fotos: Anthony Saint James

SE VOCÊ AINDA NÃO, você deve querer saber como é uma carreira de criar músicas de sucesso. Porque, sinceramente, há muitos grandes fatores. Para um, os fãs são mais atraente, e o tempo que você gasta nos táxis e avenidas dos aeroportos é usualmente menor do que daquelas pessoas que, dizem, file insurance claims. Mais, onde leva para a maioria dos passageiros uma viagem do oeste do Tennessee para a Califórnia, em torno de 6 horas, para você- ou, pra ser claro, qualquer um no All-American Rejects ( de quem o hit "Swing,Swing" por 6 meses em 2003, parecia a música mais perfeita, talvez, de todos os tempos) leva em torno de quatro horas e meia.

Esta noite,a banda está viajando num jatinho particular com maçanetas douradas e assentos de couro branco. À bordo, o baterista, Chris Gaylor, se servirá de um copo de Whisky. Vocalista/baixista Tyson Ritter irá ligar para sua namorada, a modelo Kim Smith, que está na Itália. E, de alguma maneira,nada disso será nem um pouco estranho.

O vôo de Nashville para Los Angeles esta noite é uma necessidade. Os Rejects - Ritter, Gaylor, e os guitarristas Nick Wheeler e Mike Kennerty - estiveram fora dos olhos do público por dois anos, e agora têm muito trabalho a frente. Depois de um exaustante fim-de-semana em Setembro, eles são requeridos para estar numa loja do outro lado dos Estados Unidos às 7:30 AM para autografar cópias do seu último álbum, Move Along, o qual, no lançamento do primeiro single "Dirty Little Secret", acabou de ganhar disco de ouro. Ano passado, Ritter e Wheeler ficaram em Destin, Florida, uma pequena cidade de praia do lado da Cidade do Panamá, eles mudaram pra lá depois de ler sobre a área na revista SkyMall. Seus vizinhos, em alguma ordem de importância decrescente, incluem, Britney Spears e Kevin Federline, Sheryl Crow e Lance Armstrong, e Cindy Meadows,um dos comissionários ativos da cidade, que alugou um duplex do Ritter.

Depois de morarem juntos por três meses, Wheeler e Ritter (junto c/ Smith) compraram casas separadas na mesma rua. A casa de Ritter, em particular, continua modesta. A maioria das coisas, continua embrulhada, tirando o sofá que foi um presente de sua vó em Stillwater, Oklahoma (cidade natal da banda), e um processador de comida que ele comprou de um comercial que ele viu de madrugada na TV enquanto assistia a reprises de Frasier( O resto da fortuna de Ritter pós "Swing,Swing", bem, ele continua a dirigir o mesmo carro que ele tinha no colegial,se isso é algum indício).A casa de Ritter não é exatamente de frente pro mar, mas é próximo ( a areia começa algumas quadras dali). E, mesmo que os colegas de banda, raramente vejam qualquer de suas casas hoje em dia, Destin é onde, prometidamente, eles começaram a escrever Move Along no inverno de 2004.

Ritter e Wheeler são - e provavelmente sempre serão - o centro do processo de composição dos Rejects. Eles são os membros fundadores da banda, e no cd de estréia ( o qual foi primeiramente lançado no outono de 2002 sobre o selo indie da Doghouse Records, e eventualmente vendeu um milhão de cópias depois de receber um empurrãozinho de um selo maior da DreamWorks), eles escreveram todas as músicas e tocaram todos instrumentos. A idéia que eles tiveram para começar as sessões de Move Along era de preservar esse relacionamente. As canções vieram lentamente ( cerca de um para há cada quatro semanas),mas eles estavam obviamente contentes com os resultados quando eles gravaram as 12 primeiras músicas no estúdio da casa do Wheeler e enviaram para a Interscope, que tinha assumido a responsabilidade pela banda quando a DreamWorks se fundiu com ela em Dezembro.A intenção dos dois era fazer as 12 músicas sozinhos, assim como fizeram em seu primeiro disco, e então colocá-las numa fita. No verão, eles começaram a conversar sobre o produtor Tim O'Heir, quem eles esperavam que fosse fazer o mesmo trabalho no Move Along. O espírito de Ritter estava alto enquanto ele relaxava em Destin, esperando por uma ligação da Interscope. Naquele momento, ele pensava com ele mesmo, "Esse é o melhor ano da minha vida".

Então o telefone finalmente tocou.

O TÍTULO "MOVE ALONG" veio pro Ritter em Atlanta, seis meses depois, quando ele escreveu uma música com o mesmo nome num quarto do Highland Inn, um dilapidado hotel no Nordeste da cidade. Àquele ponto, Interscope tinha recebido as primeiras demos do álbum e tinha essencialmente suspendido o projeto. No total, os Rejects circularam aproximadamente 30 novas canções, e a Interscope sugeriu reescrever o álbum no minimo em três ocasiões diferentes. Ninguém usa a palavra de alguma maneira irônia "rejeitado" na descrição da resposta da Interscope, mas foi isso que ocorreu. Uma das razões pra isso, é que parece que algumas pessoas na nova gravadora imaginou algo sobre Move Along que a própria banda não tinha imaginado. Isso foi possivelmente o mais importante álbum da carreira deles. "Olha,vocês não querem ser o A-Ha",diz o Steven Smith, quem apresenta o programa noturno no Fuse "Steven's Untitled Rock Show". "Houve uma antecipação para isso, mas o que as pessoas esquecem sobre bandas que se tornam populares, e de um modo, se tornam 'bandas pop', é que se eles não pudessem tocar, eles não estariam aqui".

Ao contar a história de Move Along, há uma tendência de encaixar os Rejects sobre os "rótulos" daquelas bandas que fizeram tudo exatamente como os executivos dos grandes prédios mandaram. Mas a 1ª vez que a gravadora dos Rejects respondeu as demos da banda com indiferença foi necessário acordar. Tudo depois daquilo foi trabalho árduo. Tirando o Ritter, todos os Rejects estão perto dos 25, o que significa que eles são crescidos o bastante para ver quão rápido a indústria da música pode esquecer as bandas e tirá-las das gravadoras. "Gravadoras são uma bosta, especialmente quando a sua gravadora é vendida sem você saber" fala Ritter, citando exemplos recentes como Starting Line e the Wallflowers, as duas das quais tiveram grande sucesso nas rádios comerciais com seu 1º álbum, mas de quem este ano passado ambos os álbuns lançados virtualmente, ninguém soube sobre. " Este é mais ou menos a situação em que nós estávamos, e era merda ou sair do pote" Ele reclama "Nós tivemos que nos incentivar a fazer nosso melhor".

Enquanto Wheeler e Ritter continuavam woodshed em Destin, seus então-parciais companheiros de banda, Gaylor e Kennerty,permanceram em Edmond, ao Sul de Stillwater, onde nesse verão passado, os dois compraram sua primeira casa juntos. Eles são amigos desde o colegial; quando você está perto deles, parece que é mais. Gaylor, 27 anos, começou a tocar com os Rejects depois que seu antecessor, Tim Campbell, foi mandado embora por atacar fisicamente o empresário de turnê deles. Ele tem um insaciável apetite para bandas punk que a maioria das pessoas nunca nem ouviu falar, e, olhando por fora, parece que se ele e o Kennerty não estivessem com o the All-American Rejects, eles nunca iriam realmente ouvir ao The All-American Rejects.

"Eu me lembro de usar uma camiseta do CombatWoundedVeteran (banda da Florida de noise-core) quando nós tocamos no The Tonight Show with Jay Leno", diz Kennerty, 26. " E imediatamente, eu vi alguma coisa na internet dizendo, 'Como eles podem conhecer essa banda?'"

"Bem, você tem mesmo que pensar," fala Gaylor com um sorriso pro lado, "Eu chutaria minha própria bunda? É algo que você pensa sobre"

Para aqueles próximos a ele, a permanência do Gaylor com os Rejects sempre foi construida em ironia. Quando adolescente, Gaylor andava com a galera da pesada (um dos seus melhores amigos tinha o apelido de "Podre"), e ele admitiu ter tido problemas com drogas, tanto consumindo quanto vendendo drogas. A maioria dos seus colegas - aqueles com as caras tatuadas - preferiam cocaína; Gaylor preferia ácido. De acordo com Kennerty, a pele do baterista uma vez reagiu tão intensivamente a quantidade de LSD que eles estava tomando que parecia que ele tinha tido " a goatee of zits".
Gaylor não sabe exatamente aonde esses amigos estão agora, mas ele chuta a cadeia. "Eu não quero que isso reflita na banda," ele diz cautelosamente, "mas teve uma hora que meus amigos começaram a carregar armas no porta-malas de seus carros. Quando isso aconteceu, eu estava: 'Esqueça isso;Eu não quero estar perto dessas pessoas'".

Gaylor, de maneira compreensiva, parece incerto sobre revelar essas histórias agora. Ele e Kennerty assinaram contrato com os Rejects Novembro passado (" Agora é literalmente ' A corporação the All-American Rejects'" ele diz), eles nunca estiveram escritos no contrato da banda com a Dream Works, e a maioria das reuniões com a Interscope envolvem apenas Ritter e Wheeler. De várias maneiras, the Rejects continuam sendo a banda deles.E, depois de ouvir Gaylor recontar uma história na qual quando adolescente ele vendeu ácido falso para um casal de lésbica nos suburbios de Edmond e então roubou um bicicleta rosa infantil para voltar pra casa, não é tão estranho que ele se torne visivelmente preocupado com como ele vai sair nesse artigo." Mas isso, numa nutsheel, é onde eu estava", ele fala para ele tanto quanto pra qualquer um " Eu estava nas drogas".

"É meio chocante descobrir essas coisas sobre ele", diz Neil Rubenstein, quem agora trabalha com cartas para viver no Cinema Casino show na Spike TV, mas ano passado, gravou um cd barulhento de hardcore da Costa Leste com Kennerty e Gaylor sobre o nome de These Enzymes. " Chris é tão quieto. Então você descobre que ele era uma dessas crianças que usam uma escova de dente no colar. Ele era aquela criança de calibre punk que não sabem onde eles vão parar e quebrar tudo então eles garantem ter uma escova de dente". Quando These Enzymes saíram em sua primeira( e até agora, única) turnê, no inverno de 2005( do hemisfério norte), seguindo o lançamento do seu CD Henry, lançado pela Doghouse, eles tocaram em lugares sinistros na Pennsylvania e no Kansas. " Esses são os piores lugares do mundo", Rubenstein relembra, "e nós dormimos em quartos aos fundos infestados por insetos. Mas esses caras não tinham nenhum problema com aquilo." Ele para por um segundo. "Na verdade eu era a fresquinha da banda".

A PRIMEIRA PERGUNTA MAIS FEITA pelas pessoas aos the All-American Rejects agora é, "Aonde vocês estiveram pelos dois últimos anos?" Suas respostas para essa pergunta pode variar consideravelmente. Para Kennerty e Gaylor, os quais o envolvimento durante o processo de criação do Move Along foi inicialmente mais limitado - a resposta mais frequente envolve gravando com Rubenstein e organizando a primeira turnê de van do These Enzymes. Além de comparecer ao estúdio caseiro dos Rejects em Destin, Wheeler passou longos períodos em Chicago com sua namorada,que está frequentando a escola lá.Ritter ficou em Destin, onde ele virou dono-de-casa com a Kim Smith. Na maior parte do tempo, então, eles estiveram escrevendo e depois num vôo de quatro horas, onde a AP passará dias com os Rejects para esse artigo (começando em Nashville e terminando em Nova York,onde eles irão fazer uma performance de "Dirty Little Secret" no TRL), isso é algo que eles parecem não se cansar de mencionar.

Para todas as pretensões e propositos, Gaylor e Kennerty, são completamente Rejects agora( eles até mesmo aparecem na capa do novo disco), mas isso só depois de 11 meses de Ritter e Wheeler no processo das demos com eles que isso ocorreu. Uma pessoa que ouviu a todos os passos errados no processo do Move Along é Jeff Sosnow, o cherubic da banda, de fala suave o representante de A&R, que apareceu essa manhã em Nova York ao lado deles. Ele será o primeiro a te falar que o sucesso do álbum não foi sempre um presente. Uma das primeiras canções que eles enviaram para o Sosnow, com pegada de metal foi " We´re The Ones", ela tinha seis minutos, sendo três minutos de tempo corrido por uma introdução de orquestra que parecia algo que usariam no filme This Is Spinal Tap.Não surpreendentemente, uns meses depois que "We´re The Ones" chegou, Sosnow mudou Wheeler para um local de criação em Hollywood, onde o par produziu mais nove canções. Sosnow insiste que o segundo álbum dos Rejects nunca estava mesmo 'perdido' (As dez primeiras canções que eles tinham em mãos,qualquer banda ficaria orgulhosa"ele insiste), essa é a idéia que ficou resonado em Ritter. E, depois que o primeiro pacote de problemas com gravadora chegou enquanto eles ainda estavam em Destin, Ritter não escreveu outra canção por cerca de um mês. Quando você pergunta a ele o que ele fez no lugar, ele responde lucidamente, "Eu comecei a pensar sobre qual trabalho eu estava pra arrumar"

Os medos de Ritter não eram exatamente sem méritos. Os Rejects estão gravando para a Interscope agora- gravadora de Gwen Stefani, 50 Cent e U2 - e em constraste com a atmosfera calma que eles vieram a conhecer na Dream Works, a idéia de ter que escrever um álbum que pudesse vender num nível dos seus próprios colegas de gravadora era paralizante. Enquanto tentavam se ajeitar na produção - depois de abandonarem O'Heir e debaterem entre nomes pessados tais como Howard Benson ( My Chemical Romance) e Brendan O'Brien ( Pearl Jam) - Wheeler e Ritter desesperadamente começaram a comparecer a reuniões nos escritórios da gravadora em Santa Monica, mas dificilmente alguém sabia quem eles era.uma das histórias, que Sosnow ouve constantemente na Interscope era sobre Eminem, a história de sucesso definitiva da gravadora, e como cada um de seus últimos álbuns eram de singles que permaneciam no topo até o último momento possível. Em um senso, Sosnow estava tentando replicar esse fenômeno.

Neste tempo Wheeler e Ritter se relocaram para Highland em Atlanta para ainda mais composições ( trazendo junto Kennerty e Gaylor para intermediações ao longo do caminho), uma coisa que a gravadora já tinha os avisado era que " eles podiam parar o processo" caso eles quisessem. Preocupado, Sosnow começou a ir até Atlanta uma vez por semana, toda semana, pelos próximos dois meses. Eventualmente, ainda uma chance de vida estagnada para o album neste novo espaço para Sosnow, Benson (que aceitou produzir o album) e um dos empresários da banda.

" Eu me lembro que Tyson sentou ao teclado, e eu sentei na bateria, e nós tocamos" Wheeler conta," e ninguém disse nada.Eu só pensei 'A gente já era'".

"Olha, meu trabalho é empurrá-los o mais longe que eu puder" Sosnow diz sem se desculpar."Era um processo, e nós trabalhavámos através disso. Mas eu sei que tiveram momentos em que eles me odiavam e provavelmente não me queriam por perto".

A canção final que a banda compos em Atlanta foi "Move Along", uma shimmering bandeira de rock moderno que já foi pega para um comercial na rádio ( em Nova York, Ritter mencionou que eles tiveram conversando com o produtor de videos de Missy Elliot Dave Meyers sobre dirigir o clipe dessa música); e mesmo assim a composição não aconteceu de repente da noite pro dia, agora há um enorme senso de excitamento na Interscope sobre o futuro dos rejects.Uma comparação realistica para Move Along neste ponto atual, em termos de potencial, pe "A Rush of Blood to the Head", o segundo álbum do Coldplay, outra banda que que triunfou no seu status de um-hit com um álbum que lentamente cresceu com grande respeito para um álbum dos mais vendidos. "O(futuro desse) álbum é longo" Sosnow insiste."Mas mesmo que este álbum não venda quatro milhões de cópias, esta banda ainda terá uma carreira. Você não pode ouvir a estes dois álbums e me dizer que essa banda não escreverá mais canções como estas novamente."

Num certo momento durante a visita dos Rejects aos estúdios da MTV para tocarem "Dirty Little Secret" no TRL, Ritter olha de rabo de olho para Sosnow, que está sentando em um sofá vermelho de veludo, enviando mensagens em seu Blackberry.Sosnow vira seu pescoço para Ritter, que pulou no sofá ao lado dele. "Você foi bem" ele disse para Ritter, que parecia não acreditar se Sosnow estava sendo irônico ou falando sério. "Eu tô falando sério, foi muito bom."

Vendo o Ritter permancer ali com seu pescoço no ombro de Sosnow, é difícil não pensar nos 11 meses que o compositor passou tentando fazer este homem durão feliz, mas Ritter está claramente satisfeito agora, pronto para celebrar este momento que ele sofreu muito para chegar. Então, talvez um pouco poeticamente, Ritter pega uma garrafa de água e coloca sobre seu peito.Ele chacoalha ela pra cima e pra baixa e sugestivamente faz umas caretas,como se ele estivesse ejaculando sobre seu A&R empresário, antes de correr para bater na mão de seus colegas de banda.

"Tá certo" Ritter fala, rindo histericamente. "Você nos ama!"

TYSON RITTER NASCEU 22 anos atrás em Stillwater, Oklahoma, onde ele permaneceu até ele e Wheeler, se mudarem
para Destin no inverno de 2004. Como um adolescente gordinho, Ritter morou num trailer e tocou baixo com uma influência de uma banda de ska-punk. Mas quando ele conheceu Wheeler uns anos depois, ele soube que ele queria escrever novas formas de música com ele. Ele só não estava certo do porque."Eu acho que eu achei que ele aparentava ser durão", Ritter fala. "Antes, eu tentava por tudo para combinar com minha guitarra. Aquilo que era legal para mim."

Uma das primeiras músicas que Ritter escreveu com Wheeler foi "Swing,Swing", a melodia que veio até ele enquanto ele estava quebrando tiras com um trator.Ritter considera sua habilidade de criar melodias como um dom. Ele não é um grande fã de música. Ele não tem um iPod ou uma coleção de cds, e a maioria das suas idéias vem de assistindo musicais. Mas um álbum Ritter possui - ou menos conhece - é o Pet Sounds dos Beach Boys.

Quando ele começou a compor o Move Along, Ritter admitiu tentar empregar "o método Brian Wilson", o que basicamente significou ficar na praia fumando. Num dia mais ocupado, Ritter acordaria por volta das 2 da tarde, e praticava uma hora de body boarding (ele deve ser o único rock star no mundo que ainda pratica body board), e então tocaria violão até o por-do-sol."Eu punha meu pé na areia e ouvia as ondas", ele diz, elevando a cabeça como se eles estivesse desafiando um ser maior.
"Qualquer coisa que eu (pudesse) fazer para encontrar as canções". Duas das canções que ele escreveu em Destin foram, "Dance Inside" (que foi composta em turnê e depois aperfeiçoada em casa) e "Dirty Little Secret" (que ele bolou enquanto corria ao redor da casa provocando Smith depois de ter ouvido milhões de vezes a frase) foram para o álbum. Outra "Wine For Two", não entrou. Mas a última é provavelmente mais reveladora da vida de Ritter em Destin: É sobre uma nome calma em casa com sua namorada.

Ritter originalmente começou a sair com Smith em Março de 2003.Ela que já foi modelo da Victoria's Secret, mas mais conhecida por fãs de música por ser a garota do clipe "Bye,Bye,Bye" do *NSync. Você não precisa estar de verdade ao lado de Ritter e Smith para perceber que eles se amam (você nota só de sentar perto de Ritter quando ele está no telefone com ela); mas na criação do Move Along, a relação deles foi um sério desafio, já que no primeiro álbum dos Rejects as canções eram sobre a primeira vez que o coração de Ritter foi partido, sobre o que ele escreveria agora que estava feliz?

"Eu sabia que isso tinha que ser vago" Ritter fala do álbum. "Algumas vezes, eu penso que eu tinha que revisitar um lugar que foi difícil para mim, que foi a reminiscência do primeiro disco.Mas eu realmente não queria ser todo 'boo-hoo' porque minha vida é boa agora"

Subsequentemente, apenas alguns pedaços de Move Along são sobre Ritter. E enquanto o álbum vai chegando ao meio, uma super dramática baladinha chamada "It Ends Tonight" soa como um final para uma já difícil relação romântica, mas essa interpretação não é exatamente correta. (A letra foi escrita depois que Ritter brigou com o antigo técnico de guitarra da banda.) Parte do que faz os Rejects uma banda tão interessante é a estranha honestidade de Ritter. Sua vida é algo que ele conta de maneira tão normal que, que se tivesse alguma outra pessoa que pensasse em considerá-los um pouco famosos, isso seria embarassoso.

"Eu nunca tentei escrever sobre algo que eu não conhecesse" Ritter diz com prescicão. "Meu objetivo sempre foi fazer as pessoas esquecerem seus problemas. Eu quero criar os três minutos quando eles estão dirigindo depois de um dia ruim, mas eles colocam para tocar nosso cd e cantam uma de nossas canções duas vezes mais alta que eu jamais pude."

Quando Ritter estava no colegial, seu pai o buscava depois do treino de futebol americano, e eles dirigiam por toda Stillwater ouvindo seus cd, que eram dos ícones do rock alternativo da época."Era Black Crowes, Green Day, Stone Temple Pilots", Ritter lembra com um sorriso. "Eu quero dizer, esse é o gosto dele, eu não tenho nenhum."

Enquanto parece um pouco dificil de acreditar que houve uma época da vida de Ritter, um magrelo fumante, em que ele realmente jogou futebol americano, a memória dele lentamente sem nem perceber foi cantando sozinho "Interstate Love Song",com seu pai numa das maneiras mais simples e prazerosas de apreciar música. E também mostra um dos atributos mais admiráveis de Ritter, ele nunca pensa duas vezes sobre nada. Por causa disso seria compreensível ver o sucesso de sua banda como mero acaso ou acidente. Mas isso antes de você conversar com Nick Wheeler.

Alguns meses atrás, o The All-American Rejects tocaram em um dos mais estranhos shows de toda sua carreira. Foi em Las Vegas no 18º andar do Palms Hotel e Cassino,um andar que há pouco tempo simplesmente se tornou conhecido como "A Suíte Real do Mundo", graças a sete alcoolatras,curiosos pelo bissexualismo que viveram lá três anos atrás. A banda tocou versões acústicas de várias músicas do Move Along para um grupo de executivos da Interscope e promotores de rádio. Seguidos dos parceiros-órfãos da DreamWorks, incluindo Jesse Lacey, e um estranho discurso do vocalista do AFI Davey Havok onde ele comentava o novo álbum de sua banda.

A reação dos Rejects a esses compromissos, geralmente alterna entre Kennerty e Gaylor fascinados por eles, Ritter geralmente gostando deles e Wheeler apenas educamente aturando-os. Nos meses seguintes ao sucesso de "Swing,Swing" em 2003, o guitarrista de 24 anos parecia ser o rockstar da banda, aquele que come todas as groupies e gosta do Def Leppard, mesmo que ele seja mais o tipo que leva uma conversa suave com você sobre a diferença entre vinhos da Itália e da Califórnia.

Wheeler é mais intelectual do que lhe é dado créditos por ser, e sua habilidade de gerenciar e analizar todas as facetas da carreira de sua banda é provavelmente o que, manteu os Rejects juntos nesses dois tumultados anos."Ele é a única pessoa que eu já conheci que escreve qualquer coisinha que ele faz" diz o produtor Howard Benson, que passou dois meses com Wheeler olhando por cima de seus ombros enquanto eles gravavam em Los Angeles. "Nick é tão metódico sobre o que ele está fazendo. Ele se importa com tudo."

Nos palcos de antes, Move Along era visto na visão de Wheeler. O cara fala sobre estrangeiros como se eles fossem os Beatles, e tem uma tatuagem da capa do Hysteria, quarto e mais comercialmente bem sucedido álbum do Def Leppard, no seu ombro direito.Essa é uma pessoa que leva canções de pop-rock com pegada muito seriamente. "Eu me lembro de quando estavamos escrevendo 'Dirty Little Secret', e foi tão fácil" Wheeler conta rindo."Mas eu fiz isso difícil. Tinha tudo lá, o riff, a canção, a letra - tava tudo lá. Eu não me conformava, 'Isso pode ser fácil."

É assim que a o lado criativo da mente de Wheeler trabalha - com paixão. Comparado a Ritter, Wheeler pensa duas vezes em tudo. Ele analizou com antecedência todos os momentos da carreira dos Rejects, até mesmo o ponto em que eles foram forçados a gravarem demos do seu segundo álbum três vezes pela nova gravadora. E quando isso aconteceu, Wheeler pirou.

"Tinham noites em que eu não tinha certeze se isso iria não, continuar" ele diz plenamente. "Eu acho que muito de nós foram pegos nisso - não de uma maneira negativa, auto-destruidora. mas nós estavámos fazendo tudo que nós podiamos para ter certeza que não acabava ali" Ele pausa "Eu quero dizer, quando você realmente quer algo, você tem que agarrar as pessoas pelas bolas. Você tem que dar a elas uma razão para olhar para você".

Inicialmente,a idéia de trazer Kennerty e Gaylor no processo de crianção desafiou a natureza de Wheeler: A personalidade dos Rejects sempre foi uma combinação da simplicidade do Ritter com a desconfiança de Wheeler. Adicionar novos elementos a isso poderia obviamente comprometer isso.("Naquela época eu lembro" conta Ritter, "Eu dizia pra ele, 'Talvez nós devessemos trazer o Mike o Chris?' mas ele sempre respondia 'Nah'. Nós poderiamos ter acabado compondo punk-rock").Ultimamente, as canções do Move Along só ocasionalmente incluem contribuições de Kennerty e Gaylor (porém nos créditos do cd continua escrito Por: Tyson Ritter e Nick Wheeler), mas há um pequeno argumento sobre os quatro serem uma banda.

"Todo mundo toca sua parte", diz Wheeler. "Essa é uma das coisas que antes se questionava, mas agora não mais, porque dá tão certo. Como qualquer banda que cresce em migalhos, mas no final não sou 'eu', somos 'nós'".

Das cinco tatuagens que Wheeler tem pelo corpo, uma no lado direito de seu peito deve ser a com maior significado.
Ele a fez dois anos atrás, num dia de folga em Austin, Texas. Naquele tempo, ele pensava que os Rejects tinham alcançado o limite comercial. Seu cd de estréia pela Doghouse tinha atingido o Top 30 da Billboard e vendido 40.000 cópias em apenas uma semana.
De fora, parecia que a banda era daquelas de um hit só. Dois anos depois, Move Along estreiou no Top 10 da Billboard, e a idéia de que os Rejects tinham sido "quebrados" por uma gravadora maior, de repente pareceria uma memória distante.

Mas Wheeler e seus colegas de banda ainda se lembram de detalhes daquele dia. Todos eles entraram em um estúdio de tatuagem em Austin, e um por um, tatuaram as letras "AAR" em seus corpos. Enquanto eles faziam, Wheeler olhou para seus colegas de banda todo orgulhoso, e um pensamente coletivo foi dividido entre eles.

"Bem", eles concordaram enquanto colocavam as camisetas de volta, "Eu acho que nós faremos isso por um bom tempo."

 

LONGE DEMAIS

Então o que aconteceu exatamente a todas canções que Tyson Ritter e Nick Wheeler pensaram durante a criação do Move Along? Numa exclusiva sessão, Ritter tocou seis faixas do cd do AAR que Não Foi, e fez comentários sobre o por que elas não foram escolhidas.

"WINE FOR TWO"
Essa faixa acústica exemplifica o tipo de midtempo pop-alternativo que Move Along aperfeiçou - o que faz com que o corte da faixa seja questionável. "Essa na verdade eu gostei, mas a gravadora não," conta Ritter. "Eu amei a passagem de piano no final. Mas não foi, porque ninguém além de nós gostou, o que é vergonhoso".

"LOVE IN DOSES"
Um casamento perfeito do que Move Along é, e do que poderia ter sido, com uma pegada boozy,solo de guitarra e fechando com um canto à capela que ia sumindo. A letra fala sobre a história de dois jovens amantes que inevitavelmente se matam. "Foi um experimento" Ritter conta rindo "Mike e Chris odiaram"

"SWEET MELODY"
Saindo de um gigante e poderoso refrão, a voz de Ritter nessa canção eventualmente some para entrar um solo de guitarra, mas nada mais que isso."Eu amei o refrão" Ritter fala, "mas quando colocamos a canção junta, souo como estivesse em três casas diferentes.Nós definitivamente juntamos muito rápido".

"DEVIL'S EYES"
Escrita em Atlanta, e abandonada quando os Rejects começaram a gravar com o Howard Benson, "Devil's Eyes" é uma música obscura, acústica, um esquema do que poderia ser um hino pós término de relacionamento, repleto de composições sinceras sobre relacionamentos de Ritter."Essa foi minha tentativa de conseguir qualquer inspiração que eu pudesse de uma relação já terminada", ele diz.

"WE'RE THE ONES"
Talvez a mais desconhecida (e longa) das Demos do Move Along, "We're The Ones", é uma canção épica, com timbre de metal,onde os Rejects parecem não chegar a um consenso.Ritter a chama de "Monstrinho do Nick", Kennerty e Gaylor mal podem permanecer enquanto ela é tocada."Nós queriamos compor um cd maior"Ritter fala brincando."Mas meu tio amou essa música".

"SOMEONE LIKE YOU"
Se algumas das demos do Move Along soam sub-produzidas, "Someone Like You" com a tentativa de Wheeler de complementá-la com melodias complexas no estilo Mutt Lange de produção, ela se tornou na verdade super-produzida."Essa canção foi um erro", Ritter fala sem pesar. "Nick e eu, quando escrevemos, nós poderiamos contar, pelo menos eu gostei da ponte".